Archive for maio 18th, 2009

Além da Sun a Oracle deve comprar mais empresas de Hardware

LONDRES (Reuters) – Larry Ellison, presidente-executivo da Oracle, é famoso por realizar previsões absurdas sobre o futuro do setor da computação, que lhe valem zombarias de rivais e especialistas.

Mas é bom não subestimar a recente incursão de sua produtora de software no segmento de hardware.

A Oracle surpreendeu muita gente no mês passado ao anunciar a aquisição da Sun Microsystems por 7,4 bilhões de dólares. Mas Ellison agora foi além, e disse à Reuters que “certamente não sairia” dos diversos negócios de hardware da Sun.

O líder da Oracle não fez afirmações diretas ainda, mas a conclusão inegável a extrair de suas declarações é a de que está pronto a iniciar uma nova onda de fusões a fim de consolidar o mercado empresarial de computadores, assim que a transação com a Sun seja concretizada.

Manter os negócios de computadores, chips e armazenagem da Sun significa que a Oracle está pronta a ganhar força por meio de fusões a fim de reforçar a posição competitiva da Sun e rebater as ações dos rivais. A Sun não teria procurado por uma venda caso suas operações fossem capazes de sobreviver sem ajuda.

Por que a Oracle pagaria 7,4 bilhões de dólares por uma empresa conhecida em larga medida por seu hardware se não tivesse razões específicas para entrar no mercado de hardware? A Oracle pode encontrar mais facilidade para explorar o software Java, da Sun, que é usado em mais de um bilhão de computadores e celulares em todo o mundo mas só rendeu 200 milhões de dólares em receita à empresa em 2008.

A Oracle deseja melhorar o desempenho de seu software ao criar linhas próprias de hardware para operá-lo. A empresa começou a operar no segmento de hardware no ano passado ao lançar a Exadata, uma máquina criada para executar as mais exigentes tarefas de bancos de dados. Construída com chips da Intel e em parceria com a Hewlett-Packard (HP), ela permite que o software para banco de dados da Oracle funcione mais rápido do que em computadores comuns.

As velhas distinções técnicas que separavam software e hardware, chips ou equipamentos de rede estão perdendo a rigidez, se não desaparecendo. A entrada da produtora de equipamento para redes Cisco Systems no mercado de computadores empresariais, meses atrás, é um sinal das oportunidades que empresas de fora desse segmento, como a Oracle, veem no hardware.

segunda-feira, maio 18th, 2009

Mercado de TI voltará a crescer ainda em 2009

por Fernando Souza Filho/PC Magazine

A crise vai afetar menos o mercado de TI da América Latina do que afetou o resto do mundo. Alem disso, ao final de 2009 as indústrias se estabilizarão e em seguida voltarão a crescer. Esses são os resultados otimistas revelados pelo estudo “Tendências da Economia na América Latina e o setor de Tecnologia e Comunicação”, realizado pela The Economist Intelligence Unit (EIU) e encomendada pela Nortel.

O estudo foi apresentado agora em maio no CIO Forum 2009, evento realizado na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Porto Rico e República Dominicana e que reuniu mais de 500 participantes. Na ocasião, os convidados tiveram a oportunidade de compartilhar as melhores práticas e experiências do setor e também discutir questões como o impacto das comunicações unificadas para os próximos cinco anos.

Segundo Carlos Brito, presidente da Nortel Brasil, os eventos são prova de que as operações da Nortel continuam aquecidas, assim como os planos da companhia para fortalecer os negócios. “Estamos trabalhando fortemente para concluir o quanto antes o processo de reorganização e nos transformar em uma companhia mais centrada, além de manter a estratégia em oportunidades de crescimento, incluindo LTE (do inglês long-term evolution)”, explica.

Dentre as conclusões apresentadas, o destaque fica para o crescimento com gastos em TI na América Latina, que criará novas oportunidades para os CIOs analisarem mudanças fundamentais em sua estrutura e na forma de fazer negócios. Ao mesmo tempo, a taxa de adoção de telefones móveis ficará entre as mais altas comparadas aos países em desenvolvimento, apesar da concorrência e dos órgãos reguladores reduzirem as receitas.

O estudo revela ainda que a China será a região que mais crescerá em 2009. A América Latina ocupa a sexta posição. Já analisando os setores, o de hardware será o mais impactado este ano, levando em consideração o investimento global em ICT (Information and Communication Technologies). Outro dado da pesquisa aponta que as empresas de software aberto serão obstáculos para aquelas que vendem software proprietário, uma vez que os provedores de serviços pay-per-usage e ofertas de software como serviço (SaaS) podem crescer. Por fim, o estudo indicou ainda que a indústria de TI continuará a ser beneficiada por iniciativas governamentais para levantar investimento bruto fixo.

segunda-feira, maio 18th, 2009