EMPREENDEDOR: Uma Homenagem à Você.

Hoje, no dia de meu aniversário eu faço uma Homenagem à você EMPREENDEDOR.

Esta oportunidade de lhe homenagear soa como um grande presenta para mim. Porque muitos dizem que são, mas infelizmente a grande minoria é que realmente sabe o que É ser EMPREENDEDOR.

Abaixo mostro um vídeo da Endeavor que sintetiza a simplicidade e a potência de ação e ousadia de um verdadeiro empreendedor.


Eu sei o que é ser EMPREENDEDOR e você?

terça-feira, novembro 11th, 2008

O empreendedor que virou executivo

O economista Gilberto Girardi, de 44 anos, vive uma situação que está se tornando comum entre empreendedores bem-sucedidos. Girardi tem carteira de trabalho assinada e recebe salário para dirigir a empresa que ele mesmo fundou. Vinte anos atrás, vínculo empregatício era tudo que Girardi não queria — ele havia pedido demissão da Unilever para montar um negócio próprio. Com esse começo típico de tantas pequenas e médias empresas, a Próxima, uma companhia de softwares para a agroindústria, situada em Assis, no interior de São Paulo, prosperou. Em 2006, quando a empresa faturava 4,5 milhões de reais por ano, Girardi foi procurado por executivos da catarinense Datasul, uma das líderes do mercado brasileiro de softwares. Os emissários fizeram uma oferta pela Próxima, acompanhada de uma exigência — Girardi comandaria o negócio por mais dois anos, como executivo da Datasul. A venda, por 8 milhões de reais, aconteceu no ano passado. “O Girardi continua sendo o empreendedor à frente da Próxima”, diz Paulo Caputo, diretor de desenvolvimento de negócios da Datasul. “Ele sabe tudo desse mercado e é o grande responsável por expandir uma área estratégica.”

No cargo de diretor de operações de agroindústria, Girardi tem acima dele apenas o presidente executivo, Jorge Steffens, e o conselho de administração. Sua função é comandar toda a parte da Datasul voltada para o agronegócio, como desenvolver novos produtos, aumentar receitas e garantir um pós-venda bem-feito. Dependendo dos resultados da unidade, Girardi pode receber, segundo headhunters, algo em torno de 450 000 reais por ano — sem contar a perspectiva de enriquecer com as ações recebidas por ocasião das negociações. “Os desafios de empreender não acabaram”, diz Girardi. Na verdade, estão apenas começando. Sua missão poderá incluir, daqui a algum tempo, a gestão de outras pequenas ou médias empresas do setor. “Estamos prospectando mais empresas de softwares agroindustriais”, diz Caputo. “Girardi vai nos ajudar a escolher qual comprar.”

Preste atenção: Caputo disse que Girardi vai “ajudar”. A decisão sobre o futuro da nova Próxima não cabe a seu fundador — e está aí uma senhora diferença. Para um empreendedor co mo Girardi, que podia dar a palavra final em tudo, não é uma mudança trivial. No caso da Datasul, cujo capital é aberto, uma decisão importante como a de comprar outra empresa precisa ser submetida à aprovação dos principais executivos e do conselho. “Tive de me adaptar a esse tipo de mudança”, afirma Girardi. A adaptação incluiu aspectos que para quem vê de fora podem parecer meros detalhes — mas não são para quem os vive. Ficou mais complicado, por exemplo, comprar papel para impressora. “Antes, bastava entrar numa papelaria”, diz ele. Agora, é preciso primeiro cotar preços em três lojas. “Coisas assim me incomodaram”, diz Girardi. “No início, cheguei a me questionar se tinha agido certo ao vender a empresa.”

Ao mesmo tempo, sua criação ganhou outro fôlego. “A Próxima vive uma fase nova, e eu estou feliz com isso”, diz Girardi. Muitos clientes também. “Antes, o pessoal da Próxima me procurava uma vez a cada seis meses para apresentar novidades”, afirma Sebastião Carlos Marques, coordenador de tecnologia da informação da usina Santa Cruz, que produz açúcar no interior de São Paulo. “Agora, os contatos acontecem a cada dois meses, o que nos deixa mais atualizados.”

Um balanço do próprio Girardi diz que a venda foi correta, sim. “O setor está se consolidando, e é normal que empresas menores sejam assediadas pelas maiores”, diz. Antes de assinar a papelada, Girardi reuniu seus principais funcionários num hotel à beira de um rio no interior de São Paulo. No encontro, juntou-se um punhado de boas razões em favor da venda. Uma delas: a disputa por bons profissionais estava acirrada demais. “Concorríamos com gigantes como Oracle e SAP”, diz Girardi. Outra: sem altos investimentos, seria muito difícil, quase impossível, manter um ritmo acelerado de inovação nos anos seguintes. “Seria ótimo contar com os recursos de uma empresa capitalizada como a Datasul”, diz Girardi. “Percebi que meus argumentos contrários à venda eram emocionais.”

Girardi cumpriu quase metade do período requerido pela Datasul. Nesse tempo, houve coisas boas, como a comprovação de que a venda fazia todo o sentido. E outras não tão boas, como um ou outro momento de arrependimento. Do ponto de vista pessoal, valeu a pena? Pergunte ao próprio Girardi o que ele deseja para si quando o prazo de carência acabar e ele estiver livre para o que bem entender — pedir demissão, vender sua parte na Datasul, montar uma pousada na praia ou qualquer outro negócio. “Não vou ficar os 48 meses, não”, diz Girardi. “Quero ficar por mais 48 anos.”

by ExamePME

quarta-feira, maio 14th, 2008