Ninguém te apoia antes do primeiro grande triunfo.
por Ricardo Jordão Magalhães
É incrível como surgem campeões do nada, sem grandes apoios, festejos, pompas. Enquanto todo mundo falava do Phelps, o brasileiro Cielo foi lá e faturou a primeira medalha de ouro para o Brasil, a primeira da natação brasileira, nem Gustavo Borges conseguiu tal façanha.
Eu não conhecia o Cielo, você conhecia? Nem eu, nem você, nem o Galvão Bueno, nem a trupe de dezenas de pessoas da rede globo que estão em Pequim, centrados desde o início nos jogos em acompanhar aqueles que podem ganhar medalha para o Brasil, como o vôlei, futebol e o mais do mesmo.
No dia seguinte a vitória do Cielo, a ESPN Brasil mostrou uma reportagem nota 10 com imagens do garoto competindo desde os tempos da mocidade sempre narradas pela ESPN. Eu desconfio que a rede globo não tem esse tipo de material e está morrendo de inveja nesse momento.
Ao final da reportagem o repórter da ESPN Brasil tirou até um sarro da equipe da globo quando disse que a qualquer momento eles vão perder o nascimento de outro Cielo. “Eu não sei onde eles estão, eles tem equipamentos, gente etc, mas você nunca vê a trupe da rede globo presente na cobertura de esportes pouco populares, mesmo quando a equipe brasileira está participando das disputas”.
Cielo é outro Guga, outra Daiane dos Santos, outro cara que (aparentemente) surge do nada, fatura o ouro, e entra para a história do país.
Que eu me lembre, a Globo nem citou o cara em nenhum momento antes da vitória do Cielo. Durante a abertura dos jogos, a Globo entrevistou ao vivo os caras do vôlei blá blá blá. O papo era só vôlei, futebol, Daiane dos Santos etc, natação nem chegou perto. Cielo, quem é Cielo???
Eu não assisti a final onde o Cielo ganhou a medalha de ouro, mas acredito que nesse momento todo brasileiro com uma televisão em casa deve ter visto os vinte segundos arrasa-quarteirão do Cielo. Ao final, Cielo, completamente emocionado disse…
“Sou um campeão olímpico. Era um sonho que tinha desde criança. Nunca imaginei chegar onde cheguei. Agora posso dizer: sou um campeão olímpico”, disse ao Sportv.
“É muito bom, não tem sensação melhor de olhar o número um na frente do seu nome no placar eletrônico”, declarou, visivelmente emocionado.
“Se eu tivesse que voltar no tempo e mudar alguma coisa, não mudaria nada para chegar aqui. Agora sou um campeão olímpico. Acredito que tudo é possível. Com muita determinação, muito trabalho, tudo vale a pena quando você acredita – disse ele, em entrevista à Rede Globo. ”
Eu assisti – por acaso – o cara correr nas quartas de finais dos 100m. Foi engraçado, ele foi mal na prova. Durante a entrevista para o SportTV depois da prova, achava que tinha sido eliminado; que nada, se classificou para o grande final dos 50m, e hoje levou o caneco, ou melhor, a medalha.
Depois dessa vitória, o cara vai virar herói nacional, será convidado para ir no Jô Soares, Faustão, vai aparecer na capa da Veja etc. Até o Galvão Bueno vai dizer que acompanhava a vida do Cielo desde os tempos de Santa Bárbara do Oeste.
“É isso aí, se Cielo vende mais que Big Brother, vamos de Cielo”.
Moral da história? NINGUÉM TE APOIA antes do primeiro grande triunfo. Não adianta nem perder o seu tempo tentando. A vida é assim. Não é maldade das pessoas, elas simplesmente estão ocupadas demais fazendo o mais do mesmo e olhando para os mesmos lugares.
“Quando César Cielo conquistou a medalha de bronze nos 100 m livre, na quarta-feira, e disse que iria trazer também a medalha de ouro, poucos acreditaram no que o nadador falava. Nesta sexta-feira, ele cumpriu a promessa. Com 21s30, a apenas dois centésimos do recorde mundial, o brasileiro quebrou novamente a marca olímpica da prova e conquistou o primeiro ouro do Brasil em Pequim.” Folha de S.Paulo, 16 de Agosto de 2008.
Você tem que VENCER primeiro e depois pedir ajuda!
“Nada mal para o garoto de Santa Bárbara do Oeste que tentou, antes da natação, ser judoca ou jogador de vôlei. “O problema do judô é que eu era muito mais alto que os meninos da minha idade, então me colocavam pra lutar com os mais velhos e eu levava muita porrada”. O vôlei foi uma escolha do pai, também César. Quem definiu a carreira do nadador, porém, foi a mãe, Flávia, que o levou para o Pinheiros em 2003.”
O CARA PRECISOU DE APENAS QUATRO ANOS DE PREPARAÇÃO PARA SER CAMPEÃO OLÍMPICO!!!
4 ANOS!!!!!!
E tem gente que reclama que já passou o tempo de ganhar, mudar, renovar, etc; o cara precisou de 4 ANOS!!!!!
Ou seja, se você quiser participar das próximas olimpíadas, é só treinar duro pelos próximos quatro anos que você tem chance de chegar lá;
QUEBRA TUDO CIELO!!!
De aprendiz a feiticeiro…
“Em São Paulo, ele passou a treinar com o nadador que, anos mais tarde, superaria: Gustavo Borges. “Fiquei quase dois anos treinando com ele e aprendi muita coisa. O Gustavo é muito atencioso e perfeccionista, e me ajudou a melhorar minha técnica”, conta. Foi o veterano que levou o jovem nadador para Auburn, a universidade em que se consagrou como um dos maiores velocistas do circuito universitário norte-americano.”
O mesmo vale para os casos de empreendedores em busca de grana para seus projetos pessoais.
Ninguém tem grana sobrando para colocar em uma idéia de papel.
Você tem que levantar a empresa, rodar profissionalmente (pagar impostos, documentar tudo), conquistar os primeiros negócios, reter alguns talentos, ser lucrativo, e depois, somente depois, alguém vai aparecer com grana para te impulsionar para um segundo degrau.
É claro, sempre existem os Angel Investors, aqueles caras que tem dinheiro sobrando (o cunhado, o papai, a mamãe, um velho amigo) e estão dispostos a acreditar na sua idéia de papel; se você não conseguir arrumar um Angel Investor, don´t worry, vá trabalhar, prove os resultados, o seu sistema, e depois vá atrás de dinheiro.
O Brasil tem dinheiro sobrando; o que falta são planos de negócios bem executados, documentados e liderados por um cara agressivamente perseverante, que do nada, vai chegar lá.
PARABÉNS ao Cielo!!!
“Não tem sensação melhor do que olhar o número 1 na frente do seu nome”. E NÃO TEM MESMO!!! Chega de torcer para o time que tá perdendo, chega de jogar pelo empate, chega de competir, TEMOS QUE VENCER!!!
segunda-feira, agosto 18th, 2008
(FORTUNE Small Business) — When Mike Sinyard started importing Italian bike parts in 1974, his toughest challenge was finding space to store them inside his eight- by 30-foot trailer.
O economista Gilberto Girardi, de 44 anos, vive uma situação que está se tornando comum entre empreendedores bem-sucedidos. Girardi tem carteira de trabalho assinada e recebe salário para dirigir a empresa que ele mesmo fundou. Vinte anos atrás, vínculo empregatício era tudo que Girardi não queria — ele havia pedido demissão da Unilever para montar um negócio próprio. Com esse começo típico de tantas pequenas e médias empresas, a Próxima, uma companhia de softwares para a agroindústria, situada em Assis, no interior de São Paulo, prosperou. Em 2006, quando a empresa faturava 4,5 milhões de reais por ano, Girardi foi procurado por executivos da catarinense Datasul, uma das líderes do mercado brasileiro de softwares. Os emissários fizeram uma oferta pela Próxima, acompanhada de uma exigência — Girardi comandaria o negócio por mais dois anos, como executivo da Datasul. A venda, por 8 milhões de reais, aconteceu no ano passado. “O Girardi continua sendo o empreendedor à frente da Próxima”, diz Paulo Caputo, diretor de desenvolvimento de negócios da Datasul. “Ele sabe tudo desse mercado e é o grande responsável por expandir uma área estratégica.”
According to Opinion Research (